O 13º salário é um dos momentos mais esperados do ano por muitos brasileiros. Afinal, é um dinheiro extra que pode aliviar as contas, dar fôlego no orçamento e até permitir alguns planos que ficaram guardados por meses.
Mas também é justamente nessa época que muita gente comete um erro comum: gastar sem planejamento, como se o 13º fosse um “bônus livre”.
O problema é que, em poucos dias, o dinheiro desaparece, e o início do ano chega com IPVA, material escolar, contas acumuladas e, às vezes, até novas dívidas.
A boa notícia é que dá para usar o 13º de forma muito mais estratégica. A seguir, veja 6 dicas práticas para aproveitar bem esse valor e fazer ele render de verdade.
Como usar o 13º salário? 6 dicas para aproveitar bem o dinheiro
1) Antes de tudo: entenda quanto vai cair na sua conta
Muita gente se empolga antes mesmo do pagamento, mas o valor do 13º pode variar por causa de:
- descontos de INSS
- imposto de renda (quando aplicável)
- adiantamentos (caso a 1ª parcela já tenha sido paga)
Por isso, o ideal é fazer o básico: confirmar o valor líquido que você realmente vai receber. Assim, você planeja com os pés no chão e evita gastar antes da hora.
2) Faça uma lista do que está pesando no orçamento
Se o 13º chegar e você não tiver um plano, ele vira consumo. E consumo sem controle costuma virar arrependimento.
Então, antes de decidir qualquer coisa, anote:
- dívidas em atraso
- contas do mês que estão acumuladas
- parcelas que ainda faltam pagar
- gastos do começo do ano (IPVA, IPTU, escola, etc.)
Só essa lista já ajuda a enxergar onde o dinheiro pode fazer mais diferença.
3) Se você tem dívidas, esse deve ser o foco número 1
Se existe alguma dívida com juros altos (como cartão de crédito e cheque especial), usar o 13º para quitar ou reduzir esse valor costuma ser a decisão mais inteligente.
Isso porque, na prática, pagar dívida cara é como “investir” em você mesmo:
você deixa de perder dinheiro todo mês com juros.
Priorize nesta ordem:
- cartão de crédito rotativo
- cheque especial
- empréstimos com juros altos
- contas atrasadas com multa e juros
Se der para negociar desconto à vista, melhor ainda.
4) Guarde uma parte para as despesas do início do ano
Todo mundo sabe que janeiro chega pesado. E mesmo assim, muita gente entra nele despreparada.
O ideal é separar uma parte do 13º para custos previsíveis, como:
- IPVA
- IPTU
- matrícula e material escolar
- transporte
- contas acumuladas do fim do ano
Se você já deixa isso “reservado”, começa o ano sem sufoco e sem depender de crédito.
5) Defina um limite para gastar com lazer e compras
Sim: o 13º também pode ser usado para curtir, comprar algo que você queria ou fazer uma viagem. O problema não é gastar, é gastar tudo.
Uma dica simples é estabelecer um percentual fixo para isso, por exemplo:
- 10% para lazer
- 20% para compras
- 70% para dívidas e organização financeira
Você não precisa seguir exatamente esses números, mas ter uma divisão evita exageros e mantém o equilíbrio.
6) Use o restante para construir uma reserva (mesmo que pequena)
Se você conseguir quitar dívidas e ainda sobrar alguma coisa, o próximo passo é pensar no futuro. Uma reserva de emergência faz muita diferença porque evita que qualquer imprevisto vire dívida.
Essa reserva serve para:
- conserto do carro
- remédio
- problema na casa
- demissão ou redução de renda
- emergências familiares
Se ainda não tem nenhuma reserva, começar com o 13º é uma ótima oportunidade, mesmo que seja pouco. O importante é iniciar.
O 13º salário pode ser um alívio ou uma armadilha, tudo depende de como você usa.
Com um pouco de planejamento, dá para transformar esse dinheiro extra em algo realmente útil: quitar dívidas, organizar o orçamento e começar o ano com mais tranquilidade.
A ideia não é “não gastar nada”, mas sim gastar com consciência, priorizando o que traz segurança e melhora sua vida financeira de verdade.